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lunes, 22 de agosto de 2011

Guardo en mim (Maria Isabel Mendes)



Guardo em mim esse perfume-flor 
Aroma permanente, quase essência
De cânticos amordaçados num estertor,
De acorrentados retornos à inocência…

Roubadas em pedaços verdes de chão,
Como almas resgatadas aos jardins divinos,
Refugiavam-se, assustadas, na minha mão
E eu, criança, amava-as com amores cristalinos.

A árvore alta, densa, majestosa
Oferecia a sombra de seus braços,
Nas danças suaves das suas mil silhuetas

E eu pequena, simples, curiosa
Sob ela descansava dos meus passos
E fazia, como poemas, raminhos de violetas.

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